segunda-feira, 26 de novembro de 2007

1º Aniversário celebrado com prémios, bolos e reflexão

Chama-se Paulino Handa Capusso, morador do bairro São João, Lobito. Por seis vezes interveio em debates ao telefone no programa “Viver para vencer” (VpV), de Outubro de 2006 a Outubro de 2007. Só não sabia ele que conquistava assim o estatuto de “Ouvinte do Ano”. Na mesma categoria, destacou-se para o género feminino a cidadã Georgina Tchitumba, da vila da Catumbela, com duas participações. Notas de reconhecimento e prendas simbólicas foram distribuídas aos premiados.

«Acho que não merecia. Participando no programa, eu é que ganhei. Peço a todos que participem, que contribuam, porque este programa ajuda em vários sentidos», reagiu emocionada a Georgina à distinção, enquanto a voz trémula se perdia nas palmas da equipa, que “invadiam” o quintal e as hondas hertzianas da 97.5 e 96.0 FM.

A distinção estendeu-se também às instituições que mais acederam aos convites da nossa produção, sendo que, pela ONG Médicos do Mundo-Espanha, Concha Fernandes foi a “convidada mais”, ao passo que, pela Direcção provincial da Juventude e Desportos, distingiu-se o funcionário Daniel Ngunde.

Alberto Isaac, sonorizador sénior da Rádio Morena Comercial, foi reconhecido pelo contributo na gravação das peças teatrais radiofónicas, iniciativa conjunta do Projecto “Palmas da Paz” e do Projecto “Viver Contra a Sida-Cidadania e Saúde preventiva”. Fredy Trindade foi o operador mais constante.

Foi desta forma que a equipa do programa de rádio VpV decidiu comemorar, a 23/10, o primeiro aniversário daquele que, mais do que um programa de rádio, já se tornou em espaço público na promoção da mudança social através do debate de ideias e partilha de opiniões sobre cidadania, prevenção de conflitos e saúde pública.

Dos 331 convites emitidos ao longo de 12 meses, o número de pessoas que compareceram totaliza 134, 46 cidadãos foram entrevistados, e 151 telefonemas foram registados. Os números têm um significado profundo para quem trabalha na produção, entendida como a criação de condições para o programa ir ao ar com a qualidade que o público merece.

Florentino Calei, assistente de produção, mostrou-se satisfeito pelo reconhecimento público de ouvintes ao telefone e não só, até porque, «não é fácil sairmos à rua em busca de entrevistas; há pessoas que nem querem falar aos microfones do Viver para Vencer», agradeceu emocionado.

A festa que começou no quintal da rádio Morena, donde o programa foi excepcionalmente emitido e continuou noite a dentro na sede da AJS, bairro da Santa-Cruz, Lobito, onde nos aguardava um jantar de confraternização preparado por Mariana Teixeira, nossa colega. E... “cuiou”, de facto!

AJS—”A cidadania é resultado de um exercício permanente de educação e comunicação”

1 comentário:

mbakassy disse...

sou acompahante acerrimo das actividades da AJS E ENCORAJO ESSES JOVENS DESTIMIDOS A ASSIM PRESSEGUIREM.

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