quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Bati na minha mulher

Comecei a beber como muitos
Beber para me divertir,
Beber para esquecer os problemas!

Depois passei a beber como muitos
com o hábito de conviver com bebidas finas…!
Depois passei a beber como muitas pessoas,
que já não conseguem pensar, andar, falar sem beber...

Depois passei a beber como alguns
que só têm dinheiro para kaporrôto, kimbombo, kissangua
Mais tarde passei a beber como muitos,
como muitos, que perderam o emprego
e que passam o dia na barraca esperando por quem paga

Sem ver os prejuízos do copo,
Destruí a minha própria família
Bati na minha mulher
Ofendi os meus filhos…
Mas a vida me dá uma segunda oportunidade:
Beber é doce, mas a minha família é um mel…!
Quero voltar a ser o pai para os meus meninos,
o marido que merece ser amado pela esposa.
Por isso é que eu acho que bebida demasiada... é pior que a SIDA!
(G.P.—Criado para suporte de peça teatral de jovens da Santa-Cruz/07)

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