quinta-feira, 24 de julho de 2008

Entre coros e guitarras... Homenagem a Teta Lando reúne artistas benguelenses em serão cultural

Da parte dos mais jovens, nomes como Inho, vencedor provincial da edição 2006 do concurso da TPA, Gala à sexta-feira, Agostinho Sanjambela, rastafariano conhecido pela sua participação em eventos nacionais, bem como o Duo "The Serious", que se notabiliza nestas paragens por via da trova e do solo de músicas suas e não só, destacaram-se entre os demais.

Do lado dos «nossos kotas mas sem cabelo branco», como ironizou o apresentador, Dj Ângelo, passearam a sua classe os integrantes do trio Vikeya, Tó Manjenje e Mesquita, sendo o primeiro também Chefe do Departamento Provincial da Cultura.
O cokwe foi cantado por Kajibanga e acompanhante, sendo que no compto das línguas nacionais, para além do Umbundu, a língua predominante na região centro e sul, cantou-se também o kikongo através da interpretação de alguns dos mais conhecidos temas de Teta Lando.
Embora não tenha sido «à volta da fogueira», já que daria cabo do mosaico do salão da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos (Unta) na cidade de Benguela, o serão, a todos os títulos proveitoso, ficou marcado inicialmente com uma carga melancólica inevitável, dada a razão da noite. Mas viria ganhar um ar menos «nublado» após o apelo do Chefe do Departamento da Cultura, segundo o qual Teta Lando, a figura homenageada da noite, merece ser enaltecido com mais vida (as palavras são nossas), até porque ele foi uma pessoa de boa disposição.
Passavam já das 21 horas e a noite era criança ainda, com o ambiente a convidar o bisa e bisa mais. Tal era a força contagiante da nossa África circulando proverbial e viva nas veias. Tanto assim, que este vosso escriba, de si amante do improviso e da trova em particular, «não se conteve». Depois de ter declamado dois poemas insertos na sua obra "Consulado do Vazio", a ser lançada no sábado, 26/07, eis que «surpreendeu» os «calejados» guitarristas, e a assistência no geral, ao trovejar uma das duas músicas (apenas) por si compostas.

Vai daí, na base do acima exposto, sugerir o Angodebates a realização regular (uma vez por mês já estava bom!) de eventos similares para incentivar o intercâmbio cultural entre e intra gerações. Porque, ao contrário de antes, para a promoção e valorização dos aspectos mais sagrados da nossa cultura, «a questão» já não «é esperar»!
Viva a cultura, viva Teta Lando, viva a paz, viva Angola!
Gociante Patissa (www.angodebates.blogspot.com)

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