
Como o
Estado é hipoteticamente a conjugação incondicional de elementos como, o povo,
o território e o poder político, também não seria irracional pensar que a
manutenção do estado e a sua soberania dependesse dos mesmos elementos.
A
racionalização dos seus recursos e a capacidade de prever e satisfazer
necessidades dos seus cidadãos levou alguns E stados à condição de poderosos.
Se tal condição é temporária... Depende da luta de cada estado, entretanto,
assiste-se um cenário mundial de estados menos poderosos que alguns.
Estados
menos poderosos significam menos soberanos? A abordagem sobre a soberania dos
estados pode gerar grandes discussões baseadas em vários pontos de vistas, mas
o subaproveitamento de um dos elementos da trindade estatal ou estadual poderia
condicionar a soberania de um estado. Por exemplo, a pobreza no seio do povo
fragiliza o Estado.
Como
acreditar na soberania de um estado cujo povo não tem o que comer? Não é por
acaso que entre irmãos, o mais velho vendeu simbolicamente ao mais novo a
primogenitura ao preço de uma refeição, reza a bíblia.
Portanto
existem aspectos que podem vulnerabilizar a soberania do Estado. Entrementes,
qualquer fraqueza no desempenho dos elementos do Estado, quer dizer, se o
território não é explorado racionalmente, se a vigorosidade da juventude não é
nem tida muito menos achada e se a experiência dos experientes não é relevada
aos novos desafios do saber fazer, estar e ser, a dimensão política do homem ou
da mulher é frágil. E conseqüentemente quebra-se o sentido de complementaridade
da trindade estatal.
Quando o
Estado não rentabiliza a juventude, o mesmo torna-se inconseqüente, agudiza a
sua condição de exclusividade na história dos seus súbditos relativamente ao
tempo e espaço, pois a virilidade também é um recurso não renovável. Veja que
quem pode hoje estraçalhar com forças rochas, não o poderá fazer com a mesma
vigorosidade depois de cinco décadas de vida. Também é facto que quem tem
recursos encontrará necessariamente uma forma e um lugar para usar o que tem em
sua posse. Essa realidade é bem válida para a juventude, pois se ela não for
bem aproveitada, gastará o que demais precioso tem com escórias.
Contudo, uma
juventude não pode por si mesma deixar de pensar e de agir, porque a juventude
é e será sempre o reflexo dos adultos do seu tempo.
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