sábado, 29 de novembro de 2008

Greve já não sai... Direcção do Porto do Lobito diz que situação está normalizada

A situação operacional do Porto do Lobito foi resposta, ultrapassados que estão os constrangimentos que estavam na base da convocação da greve de sábado passado, a revelação foi feita à Voz da América pelo director adjunto desta empresa portuária, Pedro Joaquim.
Segundo este responsável, as partes decidiram resolver os pontos constantes do caderno reivindicado através dum acordo colectivo de trabalho, tendo posto de lado hipótese de ser feito imediatamente o aumento do salário mínimo de 18 para 60 mil kwanzas.
Pedro Joaquim disse que apesar do porto ter registado o aumento da sua produtividade, tendo alcançado no ano transacto um milhão e setecentas toneladas de mercaria diversa e com previsão de 2 milhões para este ano económico, os níveis de produção ainda não justificam este acréscimo no ordenado exigido pelos trabalhadores. Considera que a subida salarial deve ser feita de forma gradual, tanto é que a direcção da empresa tem vindo a efectuar o aumento de subsídios, lembrando que para além dos custos com o pessoal existem também despesas operacionais.«Tem uma rubrica que é para custo com o pessoal, tem custos operacionais, tem que manter os equipamentos e os investimentos.
Dizia eu somos operadores, dependemos de nós além do suporte que temos do nosso governo tudo bem. Mas temos que garantir a nossa produção, temos que comprar equipamentos e mantê-los.» Uma eventual paralisação representaria para a empresa uma perda de mais de 500 mil dólares por dia. O seu impacto teria reflexos nos importadores e consumidores. O Porto dispõe dum cais de atracação para oito navios. Cada navio atracado gasta entre 20 a 25 mil dólares por dia fora as operações de extracção de mercadorias que rodam aí cerca de 150 dólares por dia.
A paragem do teria também impacto negativo no movimento aduaneiro e com forte implicações na produção petrolífera do país, uma vez que, esta estrutura tem sido a principal cadeia logística de petrolíferas como a multinacional norte-americana ChevronTexacoAngola que faz a exploração do Petróleo em Cabinda.«Isto implicaria um colapso na produção petrolífera, digamos, nós temos contracto com a Chevron, temos que garantir o aprovisionamento de duas unidades de exploração. Portanto, uma paralisação diária de uma plataforma é milhões e milhões de dólares.»
Actualmente decorre a implementação do programa de modernização do Porto do Lobito para uma maior celeridade e está em curso a ampliação do cais para mais 100 metros . Em Janeiro começa a construção do porto mineiro com uma capacidade três milhões e sessenta mil toneladas numa primeira fase a julgar pela conclusão das obras de reabilitação do Caminho de Ferro de Benguela que poderá facilitar o escoamento de minérios de países africanos sem acesso ao mar.
Texto: Voz da América, 28 Nov. 2008

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