
Segundo este responsável, as partes decidiram resolver os pontos constantes do caderno reivindicado através dum acordo
colectivo de trabalho, tendo posto de lado hipótese de ser feito imediatamente o aumento do salário mínimo de 18 para 60 mil kwanzas.

Pedro Joaquim disse que apesar do porto ter registado o aumento da sua produtividade, tendo alcançado no ano transacto um milhão e setecentas toneladas de mercaria diversa e com previsão de 2 milhões para este ano económico, os níveis de produção ainda não justificam este acréscimo no ordenado exigido pelos trabalhadores. Considera que a subida salarial deve ser feita de forma gradual, tanto é que a direcção da empresa tem vindo a efectuar o aumento de subsídios, lembrando que para além dos custos com o pessoal existem também despesas operacionais.«Tem uma rubrica que é para custo com o pessoal, tem custos operacionais, tem que manter os equipamentos e os investimentos.
Dizia eu somos operadores, dependemos de nós além do suporte que temos do nosso governo tudo bem. Mas temos que garantir a nossa produção, temos que comprar equipamentos e mantê-los.» Uma eventual paralisação representaria para a empresa uma perda de mais de 500 mil dólares por dia. O seu impacto teria reflexos nos importadores e consumidores. O Porto dispõe dum cais de atracação para oito navios. Cada navio atracado gasta entre 20 a 25 mil dólares por dia fora as operações de extracção de mercadorias que rodam aí cerca de 150 dólares por dia.
A paragem do teria também impacto negativo no movimento aduaneiro e com forte implicações na produção petrolífera do país, uma vez que, esta estrutura tem sido a principal cadeia logística de petrolíferas como a multinacional norte-americana ChevronTexacoAngola que faz a exploração do Petróleo em Cabinda.«Isto implicaria um colapso na produção petrolífera, digamos, nós temos contracto com a Chevron, temos que garantir o aprovisionamento de duas unidades de exploração. Portanto, uma paralisação diária de uma plataforma é milhões e milhões de dólares.»
Actualmente decorre a implementação do programa de modernização do Porto do Lobito para uma maior celeridade e está em curso a ampliação do cais para mais 100 metros . Em Janeiro começa a construção do porto mineiro com uma capacidade três milhões e sessenta mil toneladas numa primeira fase a julgar pela conclusão das obras de reabilitação do Caminho de Ferro de Benguela que poderá facilitar o escoamento de minérios de países africanos sem acesso ao mar.
Texto: Voz da América, 28 Nov. 2008