terça-feira, 28 de abril de 2020


Somos quase 30 milhões de habitantes em🇦🇴 Angola, menos de 15 % dos quais têm acesso à internet e 7 % redes sociais.
Então não pensem que a Angola real, àquela para além do asfalto, tem acesso à informação na mesma velocidade e proporção que nós que estamos ligados ao meios de comunicação social.
Na Angola real as pessoas não podem simplesmente ficar em casa porque ainda não podem compreender a situação actual.
Na Angola real as pessoas não tem condições e estrutura para se isolarem, não tem máscaras, álcool e/ou sabão comida e dificilmente chega água.
Então, quando formos fazer regras e/ou dar opiniões vamos por favor pensar na maioria.
Está na hora de sermos mais humanos e de pensarmos para o bem comum.
O meu conselho é que todos nós possamos doar o pouco do que temos para ajudar pessoas a chegarem a mais pessoas levando informação necessária para preservar vidas dos que tanto necessitam.
Está na hora de SER ÚTIL. Ajude a Campanha de sensibilização da AJS - Associação Juvenil para solidariedade, doando aquilo que você pode para ajudar as nossas comunidades, lá onde a informação não chega.

Atvista Social - Dino Calei 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

AO EXECUTIVO ANGOLANO

 Assunto: Nota Apelativa

 A Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS) apela para a revisão da orientação do Executivo angolano, tornada pública na Terça – Feira, 21 de Abril de 2020, que autorização as instituições privadas de educação e ensino a cobrarem até 60 por cento do valor da propina mensal, enquanto durar o Estado de Emergência.

Em Decreto conjunto dos Ministérios das Finanças, Educação e do Ensino Superior, o Governo explica que a cobrança inicia-se no período em que foi decretado o Estado de Emergência (Março), devendo as instituições privadas cobrar até um máximo de 60 por cento das propinas mensais, e as comparticipadas até 25 por cento.

A AJS percebe que:

È fundamental, na economia de mercado, como tem experimentado Angola, se pague o que se consome, ou se consumiu ou ainda o que se consumirá;

A economia de mercado privilegia a troca ou a comercialização de serviços pautados nos princípios da promoção da justiça;

Como os professores e outros estabeleceram o vínculo contratual com as sua respectivas instituição empregadoras, devem ser as mesmas instituições a encontrarem formas de cumprirem com as obrigações contratuais dos seus funcionários, conforme outros entes, sem recorrer ao bolso do cliente que nada comprou;

Como não tem de haver um acordo de partilha de lucros entre os estudantes e as instituições de ensino, cabe a elas fazer valer em circunstâncias que o país e o mundo atravessa,  as suas capacidades econômicas e financeiras e de gestão, conforme rezam e orientam as doutrinas e práticas econômicas;

Se justificaria o pagamento das propinas parciais ou completas, se houvessem outras formas estrategicamente efectivas que permitissem que o estudante se beneficiasse com qualidades técnicas e pedagogicamente exigidas, no período referenciado pelo Decreto, dos serviços garantidos pelas instituições de ensino;

As instituições de ensino que não tiverem capacidade de resposta podem encontrar juntos do Estado formas de mitigar tal situação, mas que não seja sacrificado financeira e economicamente quem não está a beneficiar-se do serviço não prestado.

Portanto, vimos por esta via lembrar que a implementação da orientação em questão representa uma lesão ao direito do consumidor e a promoção da angariação do lucro fácil.

Lobito, aos 27 de abril de 2020.

A Coordenação Executiva

sexta-feira, 25 de maio de 2018

JOVENS DEBATEM SOBRE - A JUVENTUDE E OS DESAFIOS DA RECONSTRUÇÃO NACIONAL NAS "NOITE DE PALCO ABERTO"





O debate  destaca a visão dos jovens relactivamente aos problemas que  enfrentam no actual contexto da vida do nosso país e os seus desafios com vista a reconstrução nacional e uma pequena extensão de actuação da juventude do continente.  
A actividade foi realizada no dia 20 de Maio de 2018 no espaço da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade) entre as 19h30 e 21h30, no bairro da Santa Cruz-Lobito e contou com a participação de 25 jovens profundamente interessados a expressarem os seus pontos de vista em relação ao assunto.
Claramente percebeu-se que a juventude enfrenta várias situações e difíceis que vão desde a matéria de âmbito social à económica e cultural, tendo-se reconhecido algum esforço do Estado na elaboração de políticas que visam a promoção da melhoria da qualidade de vida da juventude angolana.
Dentre várias situações abordadas, a juventude demonstrou que tem como desafios:
1-      A continuação da formação académica-técnica-profissional de qualidade e abrangente, contando para tal com a intervenção dos Órgãos do Estado para a sua efectividade;
2-      A luta contra situações que promovam a corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro e peculato, sendo que, para tal é necessário que o executivo nas suas mais diversas representações apresente aos jovens o orçamento alocado às varias instituições públicas e estatais;
3-      Que dentro da iniciativa da Administração Municipal do Lobito na comparticipação dos populares para recolha domiciliar do lixo, a mesma partilhe com a juventude e não só, o Orçamento municipal alocado para o saneamento básico de formas a promover a transparência na gestão do bem público;
4-      Participações activa em actividades que visam o desenvolvimento saudável da consciência juvenil, devendo o Estado ser o promotor das mesmas;
5-      Que se promova a execução honesta e justa das tarefas na medida do possível de modos que haja qualidade nos serviços a serem prestados, começando pelos mais básicos como a educação, saúde e saneamento básico;
6-      A criação de uma força juvenil que seja capaz de velar pelos interesses dos jovens ao nível do continente, de maneira que as experiências a serem trocadas sejam sinal de desenvolvimento técnico, científico e cultural dos países africanos.

Finalmente pede-se que o os Órgãos do Estado estejam mais próximos das populações e conheçam com maior propriedade as dificuldades que as comunidades enfrentam para ser de certo modo possível acudir as mesmas, principalmente aos jovens, pois “Apostar na Juventude é garantir o desenvolvimento do país” uma vez que a mesma é a sua força motriz.

Lobito, 22 de Maio de 2018. 
HEMENEGILDO FERNANDES

terça-feira, 8 de agosto de 2017

“Noite de Palco Aberto” "A Juventude e o seu Contributo na Manutenção da paz"



















O debate aconteceu no dia 06 de Agosto de 2017, Domingo no pátio dos escritório da AJS das 19h as 21;30h. O mesmo está enquadrado nas actividades da “Jornada da Juventude” que a organização leva a cabo de 07/20 de Agosto de 2017, na presença de mais de 60 jovens, que em unaneme alertaram o juventude na namuntenção da Paz nas suas comunidades.

AJS organiza Debate sobre a “A juventude nos programas de governação dos partidos políticos”














O evento foi realizado no dia 3 de Agosto de 2017 na universidade Lusíada – Pólo de Benguela, contou com a prelecção de representantes das três principais forças partidárias da nossa praça política, nomeadamente, Salias Thisssende (UNITA), Lelo Ndaka (CASA-CE) e Zacarias Davoca (MPLA), bem como Édio Martins, director da universidade Lusíada do Lobito. na presença de mais de 50 jovens vindo dos diferentes organizações partidarias e apartidarias no municipio do Lobito.
Os representantes dos partidos acima referidos mostraram-se preocupados e atentos aos respectivos programas de governação no que concerne às políticas direccionadas aos jovens, como promoção do emprego, habitação, formação profissional e académica, saúde bem estar dos jovens

AJS- "Humildade jústiça e Solidariedade

Jornada da Juventude Participe!


AJS Realiza de 07 à 20 de Agosto de 2017, Jornada da Juventude com o Lema: “Juventude Inclusão Social”.
Participe das nossas actividades
“Noite de Palco Aberto” "A Juventude e o seu Contributo na Manutenção da paz" no dia 06 Domingo no pátio dos escritório da AJS das 19h as 21;30h.
Partida de futebol Rodar eleições entre as selecções do Gira Bairro do Lobito e Catumbela, dia 12 de Agosto num campo a endicar.
Workshop de Culinária e Pastelaria, no dia 12 de Agosto de 2017 nos ecritório da AJS a partir das 09h.
Feira de arte para a Juventude, dia 13 de Agosto de 2017, salão nobre da Santa cruz a partir das 09h.
Debate com os Candidatos a deputados na provincia de Benguela no Instituto Superior Politécnico Lusíadas Lobito. dia 17 de Agosto de 2017, das 15h ás 17h.
Apresentação de uma peça Teatral convencional no dia 17 de Agosto de 2017 no pátio das AJS, a partir das 19h.
Partilhe, Comente e divulgue!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

COMUNICADO FINAL



PROJECTO - “CONSCIÊNCIA ACTIVA”


CONFERÊNCIA PROVINCIAL DA JUVENTUDE

LEMA: “JUVENTUDE & INCLUSÃO SOCIAL

COMUNICADO FINAL – BENGUELA, AOS 29 DE OUTUBRO DE 2015 


1. Teve lugar em Benguela, a 29 de Outubro de 2015, uma conferência provincial da juventude, co-presidida pela Associação Juvenil para a Solidariedade e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sob o lema “Juventude e Inclusão Social”. O evento visou contribuir para reforçar o engajamento dos jovens nas plataformas de planificação e tomada de decisão nos diferentes níveis.

2. A Conferência foi aberta pelo Dr. Daniel de Andros, Chefe do Gabinete Jurídico da Administração Municipal de Benguela, ladeado por Mariana Teixeira – Membro da AJS, pelo Sr. Zeferino Teka – Em representação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, por Carlos Pacatolo – Docente Universitário e Mestre em Economia e em Políticas Públicas, e a mensagem do Sr. Edmundo da Costa Francisco – Coordenador Executivo da AJS.

3. Participaram na Conferência de Benguela um total de 61 pessoas, incluindo representantes de Instituições governamentais, partidárias, eclesiásticas, culturais, bem como representantes de Organizações Não Governamentais. 

4. A Conferência realizou-se num contexto algo complexo, em que Angola vive efeitos marcantes da crise económica e acontecimentos socio-políticos que têm suscitado sérias reflexões e manifestações a demandarem medidas sólidas para o desenvolvimento e respeito pelos pilares da democracia.

5. Os participantes valorizaram a existência de um quadro legal e documental relativamente oportuno que, bem aproveitados, podem ocasionar programas, projectos e acções geradores de desenvolvimento para a juventude em Angola.

6.Os conferencistas demonstraram-se preocupados com a actual condição da juventude no país, mormente no que diz respeito à inserção do jovem no mercado de trabalho; a melhoria da qualidade de vida dos jovens, designadamente ao nível de suas condições de saúde e acesso à habitação; a promoção do envolvimento dos jovens nos grandes objectivos da democracia participativa e desenvolvimento social; & a criação de um quadro institucional adequado para promover e acompanhar as políticas nacionais do Estado para a Juventude.

7.Os participantes sugerem que o Executivo alargue e massifiquer os espaços e oportunidades de discussão de estratégias sobre o aumento do acesso ao primeiro emprego para a juventude, em conformidade com a resolução parlamentar nº 36/10.

8.Os conferencistas defenderam a necessidade de as Instituições Governamentais, que velam pelas políticas juvenis de Estado, se demonstrarem mais acessíveis, disponíveis e abertas a interagir directamente com mais diversas categorias da juventude em Angola.

9.Os participantes realçaram a necessidade unânime que as autarquias sejam implementadas no País, devendo para tal, os Órgãos de Soberania do Estado, anunciar a previsão de sua realização, bem como as implicações de vária ordem para que a juventude participe de forma consciente, activa e consequente.

10.Os conferencistas apelaram a que o desenho e o desenrolar dos projectos habitacionais acautelam o incremento das reivindicações sobre o agravar das injustiças sociais, onde um só cidadão pode ter cinco ou mais casas, quando há quem nem uma consiga.

11.Os participantes demandam que o Estado reveja de forma concreta as estratégias de reforço do poder económico do jovem, no processo de redução concreta dos elevados índices de desigualdades económicas registados no País.

12.Os conferencistas recomendam que se revejam os preços das residências dos projectos habitacionais em curso e se expanda o acesso às habitações, tendo em conta o poder de aquisição do jovem e a actual condição económica das famílias.

13.Os participantes apelam à necessidade de se garantir que a urbanização das zonas habitacionais esteja devidamente efectivada, antes de se abrir o processo de concorrências ao público.

14.Os conferencistas recomendam que as habitações a serem construídas tenham estruturas universalmente aceites, evitando dificuldades de acesso para os demais candidatos, a exemplo da pessoa com deficiência.

15.Os participantes sugerem ainda que as autoridades afins e a sociedade civil reforçam os mecanismos e estratégicas de monitoria, supervisão e fiscalização dos projectos habitacionais;

16.Os conferencistas demandam que, para além dos actuais projectos habitacionais relativos às centralidades, se deva investir nos programas de autoconstrução dirigida, reforçado por um maior e melhor acesso ao crédito para a juventude.

Por uma nova geração cada vez mais tida e achada na planificação e tomada de decisão, defendamos todos o lema: “Juventude e Inclusão Social”.

Benguela, aos 29 de Outubro de 2015

Os conferencistas

Dê suas mãos às comunidades!

Há sensivelmente trinta quilômetros da cidade ferro-portuária do Lobito, na direcção Norte, entre montanhas, situa-se a localidade da Ha...