sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nossa Homenagem à Mita Casseque, uma das fundadoras do curso pós-laboral da Universidade Agostinho neto em Benguela

O nosso exemplo de batalhador é uma jovem de 28 anos. De seu nome completo Maria Dumbo Casseque, ou Mita para os mais chegados, é das pessoas que contornam obstáculos desde cedo, superando as controvérsias da vida através de difíceis decisões. Inteligente quanto baste, tem um aspecto franzino que faz lembrar a máxima “a grandeza está na pequeneza”.


Mita e o Instituto Superior de Ciências de Educação (Isced), em Benguela, têm uma ansiedade comum. Enquanto o Isced se prepara para lançar os primeiros licenciados do ensino pós-laboral, Mita prepara a festa. Ela aguarda pela defesa da tese no curso de geografia, um desafio iniciado em 2003.


«Mais tarde surgiu, como somos os fundadores do regime pós-laboral, a chance de, quem não tinha sido admitido no período regular, fazer a inscrição - mas tinha que ser no mesmo curso em que tivesse tentado. Já não havia vaga para o curso de Psicologia, mas havia apenas para Matemática e Geografia. E eu escolhi Geografia», lembrou.


Maria Dumbo Casseque é também professora. «Lecciono o primeiro ciclo, isto é, secundário na época de reforma. No regime vigente seria terceiro nível, que é a sétima e oitava classes», esclareceu, para adiante referir que gosta da profissão, mas o sonho inicial era outro. «Antes, muito antes mesmo, gostaria de ser uma enfermeira. Não consegui entrar ao IMS [Instituto Médio de Saúde]. Consegui na Educação e aqui estou», revelou.


Mita já tinha o ensino médio concluído quando se tornou professora. «Os momentos difíceis, para mim, digo que foram poucos. Já, antes de ser professora, fui trabalhando com pessoas ou crianças de rua, lá no Projecto Omunga, que me ajudou muito a me relacionar com crianças e pessoas de diferentes tipos», garantiu.


Tudo dá-se em 2003, ano em que Mita ingressou na função pública, abraçou a Universidade e trabalhava como educadora social de ONG angolana. Mais uma decisão difícil foi tomada, abdicar a ONG. «Não me foi possível aguentar os três compromissos. Estava mesmo a prejudicar-me tanto, que preferi eliminar um lado».


Estudante nocturna, sem transporte próprio e a morar no morro da Kalumba, Mita teve várias dificuldades. Sabe-se que entre Lobito e Benguela ficam trinta quilómetros de escuridão e riscos.


«Durante os quatro anos de curso, fui enfrentado algumas dificuldades. Primeiro, foi a questão financeira, como professora a depender de mim própria. O que ganhava só dava para pagar propinas [10 mil e 800 kwanzas, equivalente a USD 150], mas eu fui lutando para pelo menos eliminar todas as disciplinas. A outra dificuldade foi a distância, nisto podemos incluir também o transporte», recordou.


A estudante e professora, Maria Dumbo Casseque “Mita”, até já pensa em fazer o mestrado! E como é sonho de qualquer mulher, diz ela, espera um dia ser mãe. Até lá, fica a satisfação de ver sonhos alcançados. «Ah, foi muito bom! Foi difícil, né?, mas agora digo que foi bom. Porque, tem-se dito, depois da tempestade vem a bonança», concluiu.

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Recorde-se que a rubrica “Nossa Homenagem” é oferta do programa de mesa redonda radiofónica, “Viver para Vencer”, uma produção da ONG angolana Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), às terças-feiras, das 17-18h30, através da Rádio Morena Comercial (97.5FM), cobrindo as cidades de Lobito, Benguela e Baia Farta.
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AJS – “A cidadania é resultado de um exercício permanente de Educação e Comunicação”.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Janeiro foi fatal - Um morto por dia nas estradas de Benguela

Cento e sessenta e quatro acidentes de viação foram registados na província de Benguela em Janeiro último, de que resultaram 33 mortos, numa cifra de um por dia. O número de feridos anda à volta de duas centenas, estando os danos materiais calculados em cerca de 18 milhões e meio de kwanzas. Já na primeira semana de Fevereiro ocorreram já 28 acidentes, dos quais três mortos e 36 feridos. O município de Benguela é o que mais casos registou.


Os dados foram revelados recentemente pelo 1º Superintendente Conceição Gomes, quando representava o Comando Provincial da Polícia Nacional na mesa redonda sobre “Perigos no Trânsito”, do programa radiofónico pela cidadania e saúde preventiva, “Viver para Vencer”, produzido pela ONG angolana AJS – Associação Juvenil para a Solidariedade.

«Nós temos como causas destes acidentes a imprudência, fundamentalmente, onde engloba o desrespeito às regras de trânsito, destas, as manobras perigosas, a condução em estado de embriagues, a fadiga, a utilização de instrumentos inapropriados, como sendo os telemóveis», revelou recentemente ao 1º Superintendente Conceição Gomes.

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KUPAPATAS RESISTENTES AOS REGULAMENTOS, DIZEM QUE A CULPA É DO CAPACETE


É quase impossível falar do trânsito em Benguela sem tocar na figura dialéctica do kupapata, ou mototaxistas. Tão úteis, que surgem no momento da aflição e da emergência. É só passar pelos hospitais para confirmar a sua prontidão. Mas, no melhor pano cai a mancha, tendo em conta os perigos que causam no trânsito com as suas ultrapassagens pela direita e, acima de tudo, generalizado desconhecimento do código de estrada. Este último, por sua vez, consequência do bastante débil mecanismo de atribuição de licenças de condução tutelado pelas administrações municipais. «Quatro em cada dez acidentes envolvem um kupapata», já lembrava, há coisa de um ano, uma alta patente da Polícia de Viação e Trânsito.


A equipa do Viver para Vencer procurou auscultar opiniões de três segmentos da população que mais usa dos transportes colectivos, um kupapata, um estudante e um zungueira.


«Quando estou a andar na minha mota, o que me atrapalhava é só o capacete», referiu o conterrâneo kupapata para adiante justificar que deixou de usar o referido protector por lhe causar subida de tensão arterial. Adepto do argumento segundo o qual o capacete impede o sentido de audição, o nosso interlocutor dramatiza: «muitos que estão a morrer por causa do capacete, porque aquilo mata. Só tem que ser na via longa, daqui ao Huambo, mas aqui na cidade traz acidente. Mesmo eu que estou a falar, escapei de morrer», asseverou.


No entender de Edmundo Francisco, presente à mesa redonda enquanto Coordenador Executivo da AJS e estudante de psicologia, o assunto dos perigos com o kupapata «é importante e deve ser debatido, porque faz parte das preocupações da sociedade, que está preocupada com a segurança no trânsito».


Por seu turno, o sociólogo Ronaldo Fernandes considera paradoxal a tese da insegurança supostamente provocada pelo uso do capacete, já que «no mundo afora, o uso do capacete é tão normal e todo mundo usa, é diário e não incomoda nada». E para dissipar dúvidas, esclareceu que também já experimentou o uso do capacete.


Outra voz “irredutível” quanto o uso do capacete é a do 1º Superintendente Conceição Gomes, que junta à obrigatoriedade da lei a necessidade moral de protecção de uma das mais essenciais parte do corpo humano, no caso a cabeça. Pelo que, em seu entender, trata-se de irresponsabilidade dos jovens.


Começava a escurecer quando entrevistamos a conterrânea zungueira, justificando-se por isso a aflição em que se encontrava. Logo ela, que até tinha uma preocupação sagrada: «quero ir fazer jantar do meu marido, que essa hora está à espera que a mulher foi vender, e os táxis estão difíceis», revelou. Questionada se gostava (entenda-se tinha o hábito) de andar de mototaxi (kupapata), a cidadã zungueira disse que não, «porque algumas pessoas não regulam».


Para o jovem estudante, o principal motivo de insegurança quando sai à rua é notar ausência dos agentes reguladores do trânsito. «Gosto de andar de hiace, porque mota é um perigo», disse. De autocarro sim, mas, por serem lentos, «só anda quando falham os táxis. De mota, mesmo já é no último caso», confessou.


(AJS - Cidadania e saúde preventiva)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Homenageado Abílio Xavier, um exemplo de batalhador que se destaca pela causa de pessoas com deficiência

A rubrica “Nossa Homenagem - um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso”, emitida ontem, 17/02, trouxe a história de um batalhador que se destaca pela integração social de pessoas com deficiência. Aos trinta e sete anos, Abílio Xavier, que tem paralisia dos membros inferiores, é chefe de família e representante de Organização Não Governamental.

«Eu nasci bem, adquiri a paralisia por causa da polio[mielite] aos dois anos. E desde que me conheci homem, então já convivi com deficiência», contou.

Mesmo havendo uma escola no seu bairro, Abílio só iniciou os estudos depois de completar dez anos. E explica: «Havia a dificuldade de ter alguém que pudesse apoiar, levar às costas até à escola. Então, aos dez anos, tive a felicidade de ter um triciclo. E com esse triciclo comecei a estudar. Mas infelizmente, depois de concluir essa fase do primário, já com as intenções de continuar o segundo nível, esse triciclo estraga. Foram mais uns dois (ou três) anos que tive de parar de estudar, até que conseguisse um outro».

Abílio não se esquece dos primeiros triciclos. «O primeiro triciclo, conseguimos por intermédio da Igreja Católica. Havia o padre António, e por intermédio dele conseguimos esse triciclo; o segundo, já foi a comprar. Mas, naquela altura, não existiam tantos quanto hoje», recordou.

Feito o ensino médio, Abílio queria frequentar a escola de professores do futuro, quando voltasse das férias. Foi nessa altura que, em Luanda, conheceu a (ONG angolana) Lardef - Liga de Apoio à (Re)Integração dos Deficientes. O regresso acabou por não acontecer. E, passado algum tempo, Abílio conheceu a vizinha, que hoje é sua esposa, e têm duas filhas. «Finais de 99, nos conhecemos porque morávamos na mesma rua. Éramos amigos e, depois, alguma coisa mais foi crescendo além dessa amizade», confessou.

No princípio, familiares da moça manifestaram rejeição, uma vez que o pretendente anda numa cadeira de rodas. E o casal teve que resistir para salvar a relação. «A luta maior existiu da parte dela, porque eram os seus familiares a tentarem romper com aquele relacionamento que nós tínhamos. Mas existiu uma força tenaz da parte dela para tentar contrapor aquela que era a vontade dos familiares em tentar separar aquela relação».

Fruto do seu empenho, Abílio Xavier, que entrou na Lardef como colaborador, fez história. Foi indicado para abrir a representação da província de Benguela. «Desde Fevereiro de 2004 viemos parar em Benguela. Primeiro, com um projecto que denominamos “Dignidade”. Porque havia a necessidade de expandirmos a Organização e, por meio desse projecto, haveria actividades a serem realizadas em Benguela até que encontrássemos objectivos concretos de se trabalhar cá».

Com isso surgiu um constrangimento. Abílio Xavier, que já andava no segundo ano da Universidade Agostinho Neto, viria interromper os estudos outra vez. «Posto em Benguela, infelizmente, as condições do núcleo de Direito não favorecem. Então, estou parado desde 2004», lamentou.

Palavras, como inserção social, advocacia, deficiência, discriminação, leis, acessibilidade, exclusão, tabu, e convivência, fazem parte do dia-a-dia de quem abraçou a causa. A mudança é um processo longo e complexo, mas Abílio indica já algo a ter em conta.

«O que queríamos agora levantar como positivo é, por exemplo, a questão de algumas pessoas estarem a perceber a necessidade de começar essa relação como relação de indivíduos que não têm diferença nenhuma. Isso é positivo e começa a dar às pessoas uma certa ousadia em querer afirmar-se na sociedade. Depois, há a questão de indivíduos que estão a estudar e defender teses, a mostrar que pessoas com deficiência podem defender teses», realçou.
Será que alguma vez pensou em desistir? «Nunca! Desde cedo, e aqui para tentar agradecer os pais disse – que tenho, desde cedo, eles cultivaram que o homem tem que ser feito estudando», revelou Abílio Xavier.
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Recorde-se que a rubrica “Nossa Homenagem” é oferta do programa de mesa redonda radiofónica, “Viver para Vencer”, uma produção da ONG angolana Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), às terças-feiras, das 17-18h30, através da Rádio Morena Comercial (97.5FM), cobrindo as cidades de Lobito, Benguela e Baia Farta.
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AJS – “A cidadania é resultado de um exercício permanente de Educação e Comunicação”.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Mulher taxista é homenageada pelo programa radiofónico “Viver para Vencer”

A produção da rubrica “Nossa homenagem - um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso” decidiu homehagear na passada terça-feira, 10/02/, uma senhora. Beatriz Laura, ou Tia Bia como é conhecida, é um exemplo de sucesso que vem da mística vila da Catumbela.

Quando obteve a sua carta de condução, não imaginava que um dia disputaria com os homens uma profissão rara entre as mulheres, a de taxista. Beatriz Laura era muito jovem ainda, e a condução era apenas uma habilidade para engrossar o curriculum vitae.

Com as mudanças que o país tem vivido e a falência de algumas unidades de produção, Tia Bia viria perder emprego, comprometendo-se deste modo a situação económica da família. Foi então que, volvidos 17 anos desde a obtenção da carta de condução, Tia Bia socorreu-se dela para o ganha-pão. Apareceu a oportunidade de trabalhar com um Hiace e ela disse “sim”.

«Comecei a actividade de táxi porque achei que era um meio de trabalho. Na altura estava desempregada e comecei, para não ter que ficar parada, fui fazendo alguma coisa», justificou

Em Angola, chamam-se genericamente de HIACE as carrinhas (mini-autocarro?) de nove lugares em diante, sejam de marca Toyota ou não. E, pelo seu tamanho, não colhem muita simpatia feminina. A tarifa na via Lobito Benguela, 30 Km aproximadamente, é de 100 Kz (USD 1,30).

Tia Bia conseguiu o Hiace através de crédito bancário. Ciente da responsabilidade, decidiu trabalhar, ela própria, ao volante até completar o pagamento. Mas teve de enfrentar algo mais difícil do que avarias de veículo, o preconceito.

«Mais difícil foi por ser única mulher. Todo mundo comentava, os colegas taxistas, dizendo que não é trabalho para mulher. E eu, de vez em quando, ficava retraída. Mas fui ganhando coragem até que me habituei e faço o trabalho normalmente», recordou.

E a relação com os passageiros «tem sido boa. Só de saber que – disse – estou a lidar com público, pessoas de todo tipo, de vários níveis, tenho tido a máxima paciência. Não é fácil lidar com eles, mas a gente tem que ter paciência».

Outro desafio de mulher taxista é conciliar o trabalho com o dever de mãe. «É difícil mesmo! Tenho que me levantar muito cedo, deixar as orientações de casa, ir para a via. Às vezes ter que sair um pouco antes da hora, [para] ver como é que as coisas e os miúdos estão, retomar o trabalho por volta das 14h30 e regressar antes das 18h», contou.

Bem-haja Beatriz Laura, a senhora da Catumbela que surpreendeu a sociedade no serviço de Taxi. Infelizmente, há meses que o Hiace da Tia Bia está inoperante por falta de correia de distribuição.

Note-se que a rubrica “Nossa Homenagem” é oferecida pelo programa de mesa redonda radiofónica, “Viver para Vencer”, uma produção da ONG angolana Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS). Vai ao ar todas as terças-feiras, das 17-18h30, através da Rádio Morena Comercial (97.5FM), cobrindo as cidades de Lobito, Benguela e Baia Farta.

AJS – “A cidadania é resultado de um exercício permanente de Educação e Comunicação”.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"Segurança no trânsito" tema de mesa redonda hoje do programa "Viver para Vencer" na Rádio Morena FM (Lobito, Benguela e Baia Farta)


Os acidentes rodoviários estão entre as maiores causas de mortalidade em Angola, tal como estão a malária e a tuberculose. Para a mesa redonda radiofónica de hoje, o seu contributo será valioso, ligando para 925917622, ou mandando email: ajslobito@yahoo.com.br, ajsolidariedade@hotmail.com

1. Você tem viatura própria ou utiliza transportes colectivos?
2. De que forma o trânsito afecta a sua vida diária?
3. Que soluções a apontar para a melhoria do trânsito em Angola, de modo geral, e na sua localidade, particularmente?
4. Uma vez que os kupapatas (mototaxistas) são acusados constantemente de estar na base dos acidentes, que medida se deveria tomar quanto a isso? Extinguir a "profissão", capacitá-los, ou deixar a situação como está?
5. Já ouviu falar do novo código de estrada? O que acha que trará de bom?

AJS - "A cidadania é resultado de um exercício permanente de educaçção e comunicação"

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Programa radiofónico homenageia jovem pelo exemplo de sucesso


Malaquias Tchimbambi Ngolo, de 32 anos, residente no Lobito, foi o homenageado da rubrica “Nossa homenagem-um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso”, no passado dia 03/02.

Foi há seis anos que Malaquias decidiu retomar os estudos, enfrentando o ensino superior. Na altura, já era professor, chefe de família, e ocupava metade do seu tempo vendendo roupa na praça do Chapanguele.

Inscreveu-se e fez a prova de admissão. Mas ao ver a pauta, o nome dele estava entre os não admitidos. Seguindo um princípio da Universidade Agostinho Neto, o candidato recorreu. E, uma vez notada a irregularidade, foi readmitido. «Os jovens têm que ser fortes. Desde que a pessoa saiba, tenha convicções naquilo que fez, então é o momento também de exigir um pouco de justiça», referiu.

O primeiro ano, também conhecido como o ano da adaptação, foi o mais difícil. Mas com dedicação e grupos de estudo, Malaquias licenciou-se em história o ano passado. E não quer parar por aí, diz mesmo que a licenciatura é (apenas) «um dos sonhos, mas ainda as ambições são maiores. Não termino por aqui, porque tenho um caminho a percorrer, fazer o mestrado e por aí fora», salientou.

Hoje, Malaquias Tchimbambi Ngolo é um dos jovens que batalham para legalizar a Associação dos Universitários da Santa-Cruz, no Lobito. O objectivo é dar explicação aos jovens que pretendam ingressar no ensino superior. As explicações são a custo zero nas cadeiras de psicologia, matemática, história, para só citar algumas.

A passagem pelo movimento escutista despertou nele uma sensibilidade maior quanto aos problemas que a juventude atravessa. Mais do que isso, Malaquias realçou também que a responsabilidade dos próprios jovens faz a diferença, já que o tema da mesa redonda era “os desafios da mãe solteira”.

«Há a necessidade de os jovens adoptarem mecanismos próprios, que são a fidelidade, o uso do preservativo. Sobretudo a fidelidade!», enfatizou para de seguida asseverar que «se o jovem é o futuro da nação, é a forma motora que se espera, tem que ter cautela e primara, acima de tudo, pela formação».

O programa de mesa redonda “Viver para Vencer” é uma produção da AJS - Associação Juvenil para a Solidariedade, emitido às terças-feiras das 17h às 18h30 da Rádio Morena Comercial, cobrindo os três municípios do litoral da província de Benguela.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Desafios da mãe solteira", tema de mesa redonda hoje às 17 horas


Hoje (3ª feira) é dia de mesa redonda, você está convidad@, das 17 às 18h30 na Rádio Morena.

- Quais as dificuldades vividas pelas mães adolescentes?
- Que acha da forma como a sociedade trata as mulheres abandonadas pelo pai da criança?
- Que implicações tem o fenómeno da mãe solteira ao desenvolvimento do país?
- Qual é a idade ideal para se ter o primeiro filho?

Estas são algumas reflexões a levantar na primeira edição da segunda fase do programa radiofónico "Viver para Vencer", uma produção da AJS pela cidadania e saúde preventiva.

Não perca (se estiver no litoral da província de Benguela)!

Pode mandar seu contributo:
- Ligando para o móvel da rádio (927585785) entre 17H20 e 18H10;
- Escrevendo para ajslobito@yahoo.com.br ou ajsolidariedade@hotmail.com

citação: "a maioria das famílias angolanas é gerida por mulheres; umas porque são viúvas, outras até viúvas de marido presente" (anónima)

AJS - A cidadania é resultado de um exercício permanente de educação e comunicação.